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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dízimo

Salete Pimenta Tavares

A Igreja Católica, através da Arquidiocese de Natal, vem realizando encontros de coordenadores e agentes da Pastoral do Dízimo, com a finalidade de preparar as comemorações dos 15 Anos de fundação dessa pastoral, que celebraremos em 2012.

O 5º Mandamento da Igreja Católica dizia: “Pagar o dízimo, segundo o costume”. O Papa Bento XVI extinguiu o termo “dizimo” desse Mandamento. Agora o 5° Mandamento tem a seguinte redação: “Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica). Esse atendimento se dá em três dimensões: Dimensão Religiosa, Dimensão Missionária e Dimensão Social.

Um Triênio de Preparação para a comemoração desses 15 anos foi planejado, cujo programa de ação consta da formação de novos coordenadores e agentes da pastoral, ou a reciclagem dos mesmos. O Triênio foi dividido em três etapas:

Ano 2010, Dimensão Religiosa, manter o culto; Ano 2011, Dimensão Missionária, investir nos diversos grupos pastorais e Ano 2012, Dimensão Social, investir em obras de caridade.

Nesse ano de 2010, o que está sendo estudado é a Dimensão Religiosa, cujo Tema é: Dízimo: sinal de nossa participação. E o Lema: Devolva o que é de Deus (cf. Mt 22,21). Essa dimensão tem a finalidade de manter o culto, todos os gastos da Igreja (salários de funcionários, luz, água, telefone, limpeza, a manutenção dos padres, a conservação da Igreja, etc.).

Mas o que é o Dízimo?

O termo dízimo vem do latim “décimus” e se refere à décima parte de um todo. A 500 anos, antes de Moisés, o dízimo já era praticado por alguns povos, entre eles, os egípcios e os hebreus. O primeiro homem a reconhecer Deus e lhe devolver o dízimo, foi Abraão, que agradecendo a Ele por suas vitórias, lhe deu a décima parte de tudo. Jacó também pediu a proteção de Deus no caminho que iria percorrer, prometendo a décima parte de tudo que a ele fosse dado.

Porque pagarmos o Dízimo?

Na verdade, a Igreja Católica, ao contrário de muitas outras igrejas, não cobra dízimos, uma vez que o católico paga o que quer e de acordo com suas posses, ou mesmo de acordo com a sua consciência. O dízimo não é pagamento, nem esmola, nem também uma imposição aos católicos. Dízimo é uma doação; é culto a Deus; é agradecimento pelo que somos e pelo que temos; é partilha; é um caminho de transformação; é uma fonte de bênçãos; é testemunho; é caridade organizada.

Enfim, o dízimo é pessoal, é uma obrigação que o cristão consciente impõe a si mesmo.

Portanto, vamos devolver a Deus o que a Ele pertence. Vamos participar da missão de converter a comunidade à partilha, pois a partilha gera amor, e, segundo Madre Tereza de Calcutá “a vida sem amor...não tem sentido”.

Cada um partilhe conforme manda seu coração. ( 2 Cor 9,7 )

domingo, 9 de maio de 2010

MAIO: MÊS DE MARIA, A MÃE DE TODAS AS MÃES

Salete Pimenta Tavares



“Mulher, eis aí o teu Filho! Filho, eis aí a tua Mãe!”

Essas foram as palavras de Jesus, no momento mais difícil de sua vida, a Crucificação, dando de presente, a todos nós, sua Mãe Maria, a fim de que Ela se tornasse também a nossa Mãe, a Mãe do Amor, a Mãe da humanidade, a Mãe de todas as Mães.

Neste mês, em que comemoramos, como sempre, no 2º domingo de maio, dia 09, o dia das Mães, vamos refletir juntos a nossa condição de filhos e filhas, ou a nossa condição de mãe. Será que, nós, como filhos de Maria, temos sido dignos do seu amor, dignos de sermos chamados de seus filhos e irmãos de Jesus? Será que nós, mães, estamos seguindo o caminho da nossa Mãe Maior, Maria, com o seu exemplo de pureza, de amor, de humildade, de ternura, de virtude, de delicadeza, de serenidade, de coragem, enfrentando todo tipo de problemas para viver o relacionamento de um amor infinito e o seu poder maternal?

Esse é o momento de aprendermos com Ela, seguindo seus ensinamentos e assumindo a nossa missão de contribuir para um mundo melhor e mais humano, sem violência, e sem maldade.

Este mês, também comemoramos, no dia 13, os 93 Anos da 1ª Aparição de Nossa Senhora, nos montes de Fátima, aos pastorinhos Lúcia, Jacinta e Francisco. Nessa aparição a Virgem de Fátima pediu a essas três crianças para divulgarem ao mundo inteiro, a necessidade da prática diária da oração do Terço – o Santo Rosário -, seguramente já alertando para os perigos de um mundo moderno que se aproximaria tão sem ética moral e religiosa, isto é, tão sem Deus.

Essa 1ª aparição se deu no dia 13 de maio de 1917.

Sabemos quanto é difícil ser mãe nos dias de hoje, pois vivemos numa sociedade, onde se cobra demais da mulher. A mulher passou a participar mais ativamente da sociedade moderna com o seu trabalho, com a sua fortaleza e principalmente com a sua determinação. Além de suas tarefas de mãe e de dona de casa, muitas vezes se desdobra também no papel de pai, assumindo todas as responsabilidades financeiras da casa, acreditando que é possível escalar montanhas e superar quaisquer obstáculos para a felicidade de sua prole.

A revista “Brasil Cristão” de maio de 2006 faz a seguinte citação: “A mãe sofre na pele, no coração, na alma e na vida o sofrimento de seus filhos”.

As mães sabem que os filhos sempre precisam de sua força e de sua coragem em vários momentos de suas vidas e que elas sempre serão o porto-seguro de seus filhos. Portanto agradeço a Deus a felicidade de ainda ter comigo esse porto-seguro: “a minha mãe Giselia”, que com sua simplicidade, firmeza e muita sabedoria, nos seus 96 anos de existência, completados no dia 05 de março deste ano, ainda continua sendo a cabeça pensante de sua família, encaminhando-nos no caminho do amor e da fraternidade.

Enfim, mães de Caraúbas, mães de toda a Natal, mães de todo o Brasil e mães de todo o mundo, recebam, nesse dia, 09 de maio, os meus Parabéns, o meu afeto, o meu carinho e a minha gratidão por representarem a Mãe de todas as Mães: MARIA, a Mãe de Deus e nossa Mãe.

Feliz Dia das Mães!

Natal, 09 de maio de 2010

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